Em busca da Longevidade: é possível viver 120 anos ou 150 anos?

“Pode parecer paradoxal, mas um homem de 60 ou 70 anos é ainda jovem, ele viveu apenas metade da sua vida natural. O que nós costumamos pensar como natural é, na verdade, anormal, um fenômeno prematuro. Nós podemos e devemos lutar contra o envelhecimento. Ele pode ser tratado como qualquer outra doença“.

Dr Alexander A. Bogomolets - The Prolongation of Life, 1946.

Envelhecer é um processo natural à maioria dos seres vivos.

Ainda que a biologia descreva algumas espécies que são exceções a essa regra; para a maioria de nós, seres humanos, lutar contra o envelhecimento é algo impossível e a ideia de rejuvenescer existe apenas em filmes.

Muitos estudiosos, porém, discordam. Acham que estamos envelhecendo antes do tempo naquilo que chamam de processo precoce e que, se uma pessoa com 50 anos é considerada de meia-idade, o certo seria, no mínimo, chegarmos aos 100 anos com naturalidade.

O médico e pesquisador do envelhecimento da antiga União Soviética, Dr Borgomolets, vai ainda mais longe.

Ele afirma que uma expectativa de vida de 80 anos está muito abaixo do esperado.

A tese lançada por ele em 1940, pondera que o tempo de vida de um animal corresponde a cinco ou seis vezes seu período de maturação e que, levando-se em consideração que o ser humano alcança sua idade adulta aos 25 anos, a expectativa de vida seria de 125 a 150 anos. Para o russo, a maioria de nós não alcança esta longevidade por não viver em condições favoráveis.

Assim como Dr Borgomolets, eu também acredito que grande parte da população está envelhecendo e adoecendo rápido demais e isso não deve ser aceito como algo natural. Este processo de envelhecimento é um fenômeno patológico que pode e deve ser investigado e, principalmente, ser evitado.

A receita da longevidade já existe

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Como tratar o envelhecimento?

A humanidade tem a capacidade de transformação da realidade. Evoluímos tanto que, em menos de 100 anos, mudamos nosso entorno. Projetamos aviões, internet, Wi-FI, descobrimos a penicilina, manipulamos o DNA, criamos vacinas e estamos desenvolvemos uma Medicina que prolonga a vida de pessoas doentes. Há quem acredite que a pílula da longevidade será uma descoberta deste milênio.

Minha hipótese, entretanto, é que o conhecimento para a longevidade já existe e não está relacionado a nenhum medicamento de última geração que será disponibilizado a poucos que possam pagar.

O guia para viver mais e melhor, na verdade, já foi descrito em diversas tradições, culturas e está disponível no conhecimento acumulado ao longo da história da Humanidade, só precisamos refinar nosso olhar para enxergar.

Longevidade implica em extensão da vida de forma saudável e com jovialidade. De que adianta viver mais, sem condições de usufruir da própria vida? Embora cada um de nós tenha a noção de que é importante manter uma alimentação saudável, fazer atividade física e dormir bem, é preciso ir além da referência superficial para de fato atenuar e amortecer o processo de envelhecimento.

Por centenas de anos diversas linguagens médicas buscaram compreender os mecanismos relacionados ao envelhecimento e ao adoecimento e elas nos trazem preciosas informações que são testadas pela ciência atual.

Em muitos aspectos a ciência comprova o que por séculos já está descrito nas sabedorias milenares como a Medicina Tradicional Chinesa: o sedentarismo, a alimentação inadequada e a falta de sono reparador são fatores de risco para a piora da qualidade de vida e aceleradores do envelhecimento.

O que nos falta então?

Longevidade implica em extensão do tempo de vida saudável

Devemos unir os saberes e filtrar as informações dentro daquilo que faz sentido e que está de acordo com as sabedorias tradicionais e a fisiologia convencional.

Diante do conhecimento sobre o funcionamento da mente, comportamento, alimentação, postura e movimento ideais, assim como a consciência da influência do ambiente externo em nós, devemos aplicar o conhecimento adquirido e monitorar nossa saúde.

É a força da nossa disciplina e a manutenção de bons hábitos que vão nos permitir desfrutar da tão sonhada Fonte da Eterna Juventude.

A medida que vamos aprendendo sobre o estilo de vida que determina a qualidade de nossa saúde, vamos driblando as doenças e evitando a velhice limitante.

Certamente, quando os primeiros seres humanos da era digital, já plenos de conhecimento, mantiverem sua saúde com o passar das décadas, teremos a comprovação científica que validará as atitudes e intervenções que nos farão viver com bem-estar para além dos 120.

Continue acompanhando os posts, comente, compartilhe e evolua esse conhecimento com a gente. No próximo artigo falarei sobre o que acontece quando envelhecemos. Como expliquei, o conhecimento é importante para não cometermos alguns erros no estilo de vida.

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O próximo artigo falarei sobre o que acontece quando envelhecemos, conhecer isso é importante para que não cometermos alguns erros de estilo de vida.

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Escrito pela Dra. Suellen Vieira Araújo (CRM-RJ 95182-0)

Confio na capacidade inata do corpo humano de curar-se. Este maravilhoso corpo humano, com uma mente inteligente e disciplinada, munida de conhecimento, será capaz de se manter saudável e equilibrado, sozinho, com autonomia e sustentabilidade.

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