9 doenças para investigar intoxicação pelo metal pesado arsênio

A intoxicação crônica por arsênio é um mal silencioso que passa despercebida aos olhos da medicina convencional.

Contudo, devido às implicações à saúde, inclusive com o aumento da predisposição ao câncer e demais doenças crônico-degenerativas como hipertensão e diabetes, termos conhecimento da existência dessa condição é imprescindível para a nossa longevidade.

Diagnosticar e eliminar esse metal pesado do organismo torna-se uma opção a se considerar naquelas doenças em que as pesquisas já indicam possível associação com a exposição crônica ao arsênio.

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Abaixo, condições já descritas relacionadas à intoxicação por arsênio:

O mecanismo tóxico do Arsênico é explicado por sua capacidade de bloquear grupos sulfidrila (–SH) em enzimas e outros compostos biologicamente ativos e, assim, interromper os processos bioquímicos, inativando até 200 enzimas, incluindo aquelas envolvidas no processos mitocondriais e de síntese e reparo do DNA.

Além disso, o Arsênico pode substituir elementos importantes para as reações metabólicas, como o iodo (I), o selênio (Se) e o fósforo (P).

Com esses mecanismos de ação, a intoxicação crônica por arsênio pode ser capaz de interferir no funcionamento dos tecidos onde o arsênio se acumula: fígado, rins, coração e pulmões, tecidos musculares, sistema nervoso, trato gastrointestinal, baço e outros tecidos contendo queratina.

Quais as fontes de intoxicação por arsênio?

O arsênio ocorre naturalmente no solo e pode contaminar a água de consumo, sendo esta a principal fonte de contaminação no mundo.

Até 1993, a Organização Mundial de Saúde considerava o limite aceitável para a 50 mcg/L de arsênio em água potável, contudo, devido a crescente evidência da associação desse metal com câncer, em 1993, Organização Mundial de Saúde reduziu esse limite para 10 mcg/L.

No Brasil a regulamentação do limite máximo de arsênio de 10 mcg/L na água potável data de 2005.

Em uma breve pesquisa, encontrei relatos de água contaminada com arsênio em Minas Gerais, consequência dos mais de 300 anos de mineração e também no Rio de Janeiro e na região norte do Brasil.

O arroz é uma importante fonte de intoxicação por arsênio?

Sim. Além da contaminação direta do consumo de água, o arsênico pode também contaminar alimentos, quando a água contaminada é utilizada para agricultura.

O principal alimento contaminado com arsênio é o arroz.

Apesar de encontrarmos na internet reportagem afirmando que o brasileiro não deve se preocupar com o arsênio no arroz, estudiosos no tema tem opinião divergente: devido à importância do arroz na dieta do brasileiro, estima-se que a quantidade de arsênio que um brasileiro ingere a partir do arroz pode ser maior que aquela vinda da água

vias de exposição humana ao arsênio
Vias de exposição humana ao arsênio: água contaminada para a ingestão e/ou irrigação e culturas contaminadas.
Como diagnosticar a exposição e intoxicação pelo metal pesado arsênio?

Após a exposição, a maior concentração de arsênio é observada no fígado e rins.

No fígado o arsênio absorvido sofre transformações bioquímicas em compostos menos tóxicos: os ácidos monometilarsônico e dimetilarsínicos e cerca de 50% da dose absorvida pode ser excretada na urina em 3–5 dias.

Contudo, após cerca de 2 semanas desde a ingestão do arsênio, ele começa a se depositar também no cabelos e nas unhas, sendo possível dosar o arsênio nas unhas, cabelos, sangue e urina.

A dosagem do arsênio sanguíneo faz parte da rotina da Clínica de Longevidade. Contudo, como o arsênio é rapidamente distribuído pelos tecidos, um exame sanguíneo negativo não é suficiente para excluir o diagnóstico.

A dosagem nas unhas e cabelos apenas são sensíveis a altos níveis de exposição ao arsênio.

Já na dosagem do arsênio na urina de 24h a intoxicação é confirmada em limites superiores a 50mcg/L ou 100 mcg de arsênio na urina total.

Um teste ainda mais sensível para a detecção de arsênio são chamados de testes provocativos, onde agentes com capacidade de remover o metal pesado do organismo são administrados por via oral ou endovenosa, previamente à coleta da urina, provocando uma maior eliminação do metal no organismo.

Em uma consulta médica será definido qual melhor forma estratégica para dosar o arsênio bem como qual tratamento será utilizado.

Para mais informações, entre em contato com a Clínica de Longevidade no Whatsapp:

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Escrito pela Dra. Suellen Vieira Araújo (CRM-RJ 95182-0 | CRM-ES 1712-3)

Confio na capacidade inata do corpo humano de curar-se. Este maravilhoso corpo humano, com uma mente inteligente e disciplinada, munida de conhecimento, será capaz de se manter saudável e equilibrado, sozinho, com autonomia e sustentabilidade.

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