Tanto o Noripurum® injetável endovenoso quanto o Ferinject® são medicamentos para a reposição endovenosa de ferro, indicados para o tratamento de deficiência de ferro ou de anemia proveniente dessa deficiência.
A reposição intravenosa de ferro é uma terapia nutricional injetável e está indicada quando a terapia oral não é eficaz ou viável. Também está indicada quando o paciente precisa de uma resposta terapêutica mais rápida.
Ambas as medicações você encontra na Clínica de Longevidade, com profissionais capacitados para a administração de vitaminas e terapias injetáveis no Rio de Janeiro — em Ipanema e na Barra da Tijuca — ou em Niterói.
Encaminhe a prescrição do seu médico para (21) 99650-0291 e solicite um orçamento. Se você é profissional de saúde — nutrólogo, nutricionista, endocrinologista, hematologista, ortomolecular ou outra especialidade — entre em contato para conhecer nossa clínica e ter um centro de referência para seus pacientes.
Qual a diferença entre Noripurum® injetável e Ferinject®?
O Noripurum® injetável tem como princípio ativo o sacarato de hidróxido férrico; já o Ferinject®, a carboximaltose férrica. Ambos são moléculas distintas com a mesma finalidade: entregar ferro ao organismo deficiente, o que vai aumentar o ferro sérico, a ferritina e a hemoglobina.
O Noripurum® é uma marca comercial já consagrada no mercado brasileiro e, por isso, muitos médicos têm mais experiência com a reposição de ferro com ele. Já o Ferinject® é o primeiro dos novos agentes aprovados para doses altas e rápidas de reposição dos estoques de ferro depletados.
Os dois medicamentos são eficazes na reposição de ferro e no tratamento da anemia. Contudo, o Ferinject® tem mais ferro em uma só ampola e também tem maior custo, em comparação ao Noripurum®.
Posologia e número de infusões
Equivalência de dose no tratamento de anemia ferropriva moderada
| Carboximaltose (Ferinject®) | Sacarato de ferro (Noripurum®) | |
|---|---|---|
| Dose | 1.000 mg (2 ampolas de 500 mg) | 1.000 mg (10 ampolas de 100 mg) |
| Número de infusões | 1 (dose máxima diária de 1.000 mg) | 5 (dose máxima diária de 200 mg) |
Equivalência de dose e número de infusões indicadas no tratamento de anemia ferropriva moderada, com hemoglobina menor que 10,5 g/dL. Adaptado de Cançado, 2010.
Ao olhar a tabela, parece simples supor que a opção pelo Ferinject® é a melhor escolha. Contudo, o Ferinject® pode custar até 7 vezes mais caro que o Noripurum®, sendo necessário avaliar o custo e a necessidade de realizar uma ou mais infusões.
Quando a indicação é exclusivamente de ferro, em casos de anemia por deficiência de ferro com hemoglobina menor que 10,5 g/dL, o Ferinject® pode ser a melhor opção. Contudo, em nossa experiência com medicina integrativa, em que olhamos o paciente como um todo, quase nunca o paciente tem apenas uma deficiência de ferro isolada.
A partir da nossa consulta médica, da história clínica e da análise de exames complementares, frequentemente será indicada a associação de ferro a vitaminas e outros minerais na terapia nutricional injetável. Assim, se for prescrito um plano terapêutico com 4 a 10 infusões, o uso do Noripurum® injetável terá melhor custo-benefício.
Essa decisão só será definida na consulta médica individualizada, online ou presencial.
Como diagnosticar a deficiência de ferro e a anemia?
Quando a deficiência de ferro é leve, o paciente pode ter apenas cansaço, fraqueza, unhas fracas e quebradiças, queda de cabelo, diminuição de produtividade no trabalho, piora na memória, dor de cabeça e até síndrome das pernas inquietas.
Todavia, outras deficiências nutricionais e doenças também podem dar os mesmos sintomas — então o médico deve avaliar exames laboratoriais em busca de indicadores de deficiência de ferro.
À medida que a deficiência se agrava, mais sintomas surgem. Quando o paciente já está pálido e com batimentos cardíacos acelerados, é sinal de anemia moderada a grave, e as alterações laboratoriais levarão ao diagnóstico correto de anemia ferropriva. A medicina convencional é extremamente importante para definir esse diagnóstico, que é simples e pode ser feito por um clínico geral ou pelo especialista.
No exame de sangue, a anemia é caracterizada pela deficiência nos níveis de hemoglobina das hemácias: em homens, hemoglobina abaixo de 13 g/dL; em mulheres, abaixo de 12 g/dL; em gestantes, abaixo de 11 g/dL.
Na maioria das vezes, a anemia é um sintoma ou consequência de outras enfermidades, do uso de certos medicamentos ou de carência nutricional. Existem vários tipos de anemia, e a deficiência de ferro é apenas uma delas — por isso é importante diagnosticá-la para o tratamento adequado.
Os primeiros sinais laboratoriais da deficiência de ferro são percebidos na coloração e no tamanho das hemácias. Elas se tornam "descoradas", ou hipocrômicas, pela menor presença de ferro e hemoglobina, o que se identifica no hemograma pela Hemoglobina Corpuscular Média (HCM), geralmente abaixo de 26 pg.
Outro exame importante é o Volume Corpuscular Médio (VCM), que indica o tamanho médio de cada hemácia. A referência na maioria dos laboratórios é de 80 a 100 fL; abaixo de 80 indica que a hemácia está pequena, o que se conhece como microcitose. Uma das causas da microcitose é a deficiência de ferro. Já a macrocitose, ou hemácias grandes, pode indicar deficiência de vitamina B12 e ácido fólico, necessitando avaliação.
Assim, a anemia por deficiência de ferro é uma anemia microcítica e hipocrômica, caracterizada pelo aparecimento de glóbulos vermelhos de tamanho anormalmente pequeno e com baixa capacidade de transportar oxigênio.
Nossa experiência na avaliação médica é que muitas vezes o paciente tem VCM limítrofe — o tamanho das hemácias próximo do limite inferior — e ferro sérico e vitaminas também normais, mas próximos do limite mínimo. Ainda assim, o paciente refere cansaço e outras queixas relacionadas à anemia. Nesses casos, na consulta, sugerimos uma única aplicação de vitaminas injetáveis e avaliamos a resposta terapêutica.
Outro exame que ajuda muito no entendimento da anemia e de sintomas relacionados — cansaço, indisposição, pele pálida, baixa libido — é a ferritina. A ferritina baixa acontece antes mesmo das alterações das hemácias, o que a torna um ótimo exame de triagem para avaliar o estoque de ferro: abaixo de 15 ng/mL em crianças e abaixo de 30 ng/mL em adultos já é sinal de deficiência.
Porém, ferritina alta não significa automaticamente que não há deficiência de ferro. Isso porque a ferritina também é uma proteína produzida no fígado em resposta a processos inflamatórios — e assim, nem sempre ferritina alta significa excesso de ferro.
Para diferenciar se a ferritina elevada é devida ao excesso de ferro ou a causa inflamatória, ainda precisamos de outro exame: o índice de saturação da transferrina. A transferrina corresponde a um grupo de proteínas que levam o ferro para a medula óssea, o baço, o fígado e outros órgãos importantes nesse metabolismo.
Uma saturação de transferrina abaixo de 20% sugere deficiência de ferro — inclusive quando a ferritina está normal ou alta. É esse cruzamento que revela a deficiência que a inflamação estava escondendo: a ferritina sobe porque o fígado responde ao processo inflamatório, mas o ferro que de fato chega aos tecidos continua insuficiente.
Por isso não interpreto ferritina isolada. Ferritina, saturação de transferrina e hemograma são lidos juntos, ao lado dos seus sintomas.
Quais doenças estão relacionadas à anemia e precisam de reposição de ferro?
A anemia ferropriva é provocada pela carência de ferro e acontece em diversas situações, que também precisam ser investigadas diante do diagnóstico:
Como após cirurgias bariátricas ou gastroplastias, em que o aparelho digestivo passa a absorver menos o mineral.
Mulheres com fluxo menstrual intenso, sangramentos por miomas uterinos, portadores de úlceras gástricas ou outras hemorragias do aparelho digestivo, traumatismos e acidentes.
Nas gestantes há aumento da necessidade de ferro no organismo.
Doenças autoimunes, doença inflamatória intestinal, doença renal, doença cardíaca e câncer.
Ingestão alimentar que não cobre a necessidade diária de ferro.
Exposição a metais pesados — ver a terapia de quelação de metais pesados — e parasitas ou vermes intestinais.
Noripurum endovenoso para aumentar a ferritina e melhorar a qualidade de vida
Até aqui este artigo tratou da reposição de ferro nas doenças clássicas, diagnosticadas pela medicina convencional. Contudo, nas fases iniciais da deficiência de ferro o paciente já se queixa de sintomas, mas as alterações laboratoriais não são suficientes para o diagnóstico de anemia pelo clínico geral ou especialista.
Na Clínica de Longevidade, o paciente vem buscando mais qualidade de vida, independente de um diagnóstico médico convencional — quer uma melhora de suas queixas de forma rápida e segura.
É comum o paciente escolher uma consulta de medicina integrativa quando a queixa é apenas fadiga, ou um pouco mais de cabelo caindo que o de costume. Não há anemia nos exames, mas os resultados já indicam tendência à deficiência de ferro: hemoglobina no limite inferior, VCM próximo de 80 fL e ferritina inferior a 60 ng/mL.
Nesses casos, na consulta médica, sugerimos o Noripurum® endovenoso como um teste terapêutico de resposta rápida. É comum o paciente observar melhora na disposição apenas com uma única sessão. Fortalecimento das unhas e dos cabelos também é percebido já no primeiro mês de tratamento com as terapias nutricionais injetáveis.
Onde isso se encaixa na árvore do Método Revitalize
Repor ferro é tratar o terreno biológico, não só corrigir um número. Por isso a pergunta que importa não é "qual medicamento", mas por que o estoque de ferro caiu — e o que mais caiu junto.
Conheça a árvore completa do Método Revitalize →Quando indicar reposição de ferro injetável?
A reposição de ferro está indicada apenas nos casos em que há deficiência de ferro. O ferro por via oral tem menor custo e, a longo prazo, quando bem tolerado, também traz resultados.
Contudo, existem casos em que o paciente não tolera os efeitos adversos gastrointestinais da suplementação oral, já tem um aparelho gastrointestinal comprometido, ou simplesmente deseja melhora rápida da energia e disposição — e está disposto a pagar o custo da terapia endovenosa.
A reposição pela via endovenosa já se mostrou superior ao tratamento oral para doenças crônicas, ao proporcionar maior agilidade na correção dos níveis de hemoglobina e na reposição das reservas de ferro.
Nessa situação o Noripurum® é mais indicado, já que o Ferinject® contém uma dose muito alta de ferro, o que pode ser desnecessário e até prejudicial.
O que você pode fazer para prevenir a anemia
Durante a consulta de medicina integrativa, um dos aspectos mais importantes avaliados é a alimentação. A principal fonte de ferro vem dos alimentos, além de todos os outros componentes da dieta — minerais, vitaminas, micronutrientes e macronutrientes — fundamentais para um equilíbrio saudável do organismo.
Os hábitos urbanos de consumo e as práticas alimentares com excesso de produtos industrializados trazem inúmeros malefícios para a saúde física e mental. Não apenas a qualidade dos alimentos está ruim, mas há uma desconexão com o instinto natural do corpo sobre quais alimentos são fontes de nutrição e energia vital.
Falando especificamente do metabolismo do ferro, alguns alimentos são fontes do mineral: proteínas animais, folhas verdes escuras, leguminosas, nozes, sementes de abóbora e girassol, chocolate amargo.
A quantidade absorvida pelo organismo pode ser modificada pelos alimentos ingeridos na mesma refeição. Alguns componentes são estimuladores e aumentam a biodisponibilidade — por exemplo, o ácido ascórbico (vitamina C). Outros são inibidores e diminuem a absorção — por exemplo, o cálcio e substâncias como o ácido fítico, o ácido oxálico e a cafeína.
Por que o ferro é importante para a saúde?
O ferro é um mineral essencial para o bom funcionamento do organismo. O conhecimento sobre seu papel no transporte de oxigênio é muito difundido, mas o ferro também é fundamental para o funcionamento das células, para o metabolismo energético, para o crescimento saudável das crianças e o desenvolvimento intelectual, além de participar da resistência às infecções.
O ferro está presente na mioglobina dos músculos, auxiliando o metabolismo do oxigênio nas fibras musculares cardíacas e nos músculos esqueléticos, protegendo de lesões musculares em períodos de esforço anaeróbio.
Ele é fundamental na produção de colágeno e elastina — componentes que dão integridade ao tecido conjuntivo e auxiliam na manutenção da saúde da pele de forma estrutural e fisiológica.
Embora o termo anemia seja muito utilizado, não se trata de uma única condição orgânica, mas de várias alterações que comprometem a qualidade do sangue, reduzindo sua capacidade de fornecer oxigênio aos tecidos.
Sendo o sangue o principal agente de vitalidade, o teor sanguíneo influencia e é influenciado pelo ânimo da pessoa. É necessário tomar posse de si e reconhecer o próprio potencial — essa reformulação interna resulta em saúde no corpo e realização pessoal na vida.
Cansaço, queda de cabelo e unhas fracas com exames "normais"?
A deficiência de ferro dá sinais antes de virar anemia. O primeiro passo é entender o que está acontecendo no seu caso.
Fazer minha avaliação online gratuitaReferências
- Análise de custo-minimização da carboximaltose férrica (e.v.) em comparação com sacarato de ferro (e.v.) no tratamento da anemia ferropriva na perspectiva da saúde suplementar
- Tratamento da anemia ferropriva com ferro por via parenteral
- Instrumento para avaliar a combinação de alimentos para tornar o ferro mais biodisponível na dieta
- Bula do Noripurum — Anvisa
- Bula do Ferinject