Outras Terapias

Noripurum endovenoso ou Ferinject: qual escolher na anemia

Os dois repõem ferro por via endovenosa e os dois funcionam. A escolha depende da dose necessária, do número de infusões e do que mais está faltando no seu organismo.
Dra. Suellen Vieira Araújo · 12 min de leitura
Reposição endovenosa de ferro no tratamento da anemia — Clínica de Longevidade

Tanto o Noripurum® injetável endovenoso quanto o Ferinject® são medicamentos para a reposição endovenosa de ferro, indicados para o tratamento de deficiência de ferro ou de anemia proveniente dessa deficiência.

A reposição intravenosa de ferro é uma terapia nutricional injetável e está indicada quando a terapia oral não é eficaz ou viável. Também está indicada quando o paciente precisa de uma resposta terapêutica mais rápida.

Ambas as medicações você encontra na Clínica de Longevidade, com profissionais capacitados para a administração de vitaminas e terapias injetáveis no Rio de Janeiro — em Ipanema e na Barra da Tijuca — ou em Niterói.

Encaminhe a prescrição do seu médico para (21) 99650-0291 e solicite um orçamento. Se você é profissional de saúde — nutrólogo, nutricionista, endocrinologista, hematologista, ortomolecular ou outra especialidade — entre em contato para conhecer nossa clínica e ter um centro de referência para seus pacientes.

Qual a diferença entre Noripurum® injetável e Ferinject®?

O Noripurum® injetável tem como princípio ativo o sacarato de hidróxido férrico; já o Ferinject®, a carboximaltose férrica. Ambos são moléculas distintas com a mesma finalidade: entregar ferro ao organismo deficiente, o que vai aumentar o ferro sérico, a ferritina e a hemoglobina.

O Noripurum® é uma marca comercial já consagrada no mercado brasileiro e, por isso, muitos médicos têm mais experiência com a reposição de ferro com ele. Já o Ferinject® é o primeiro dos novos agentes aprovados para doses altas e rápidas de reposição dos estoques de ferro depletados.

Os dois medicamentos são eficazes na reposição de ferro e no tratamento da anemia. Contudo, o Ferinject® tem mais ferro em uma só ampola e também tem maior custo, em comparação ao Noripurum®.

Posologia e número de infusões

Equivalência de dose no tratamento de anemia ferropriva moderada

Carboximaltose (Ferinject®) Sacarato de ferro (Noripurum®)
Dose 1.000 mg (2 ampolas de 500 mg) 1.000 mg (10 ampolas de 100 mg)
Número de infusões 1 (dose máxima diária de 1.000 mg) 5 (dose máxima diária de 200 mg)

Equivalência de dose e número de infusões indicadas no tratamento de anemia ferropriva moderada, com hemoglobina menor que 10,5 g/dL. Adaptado de Cançado, 2010.

Ao olhar a tabela, parece simples supor que a opção pelo Ferinject® é a melhor escolha. Contudo, o Ferinject® pode custar até 7 vezes mais caro que o Noripurum®, sendo necessário avaliar o custo e a necessidade de realizar uma ou mais infusões.

Quando a indicação é exclusivamente de ferro, em casos de anemia por deficiência de ferro com hemoglobina menor que 10,5 g/dL, o Ferinject® pode ser a melhor opção. Contudo, em nossa experiência com medicina integrativa, em que olhamos o paciente como um todo, quase nunca o paciente tem apenas uma deficiência de ferro isolada.

A partir da nossa consulta médica, da história clínica e da análise de exames complementares, frequentemente será indicada a associação de ferro a vitaminas e outros minerais na terapia nutricional injetável. Assim, se for prescrito um plano terapêutico com 4 a 10 infusões, o uso do Noripurum® injetável terá melhor custo-benefício.

Essa decisão só será definida na consulta médica individualizada, online ou presencial.

Como diagnosticar a deficiência de ferro e a anemia?

Quando a deficiência de ferro é leve, o paciente pode ter apenas cansaço, fraqueza, unhas fracas e quebradiças, queda de cabelo, diminuição de produtividade no trabalho, piora na memória, dor de cabeça e até síndrome das pernas inquietas.

Todavia, outras deficiências nutricionais e doenças também podem dar os mesmos sintomas — então o médico deve avaliar exames laboratoriais em busca de indicadores de deficiência de ferro.

À medida que a deficiência se agrava, mais sintomas surgem. Quando o paciente já está pálido e com batimentos cardíacos acelerados, é sinal de anemia moderada a grave, e as alterações laboratoriais levarão ao diagnóstico correto de anemia ferropriva. A medicina convencional é extremamente importante para definir esse diagnóstico, que é simples e pode ser feito por um clínico geral ou pelo especialista.

No exame de sangue, a anemia é caracterizada pela deficiência nos níveis de hemoglobina das hemácias: em homens, hemoglobina abaixo de 13 g/dL; em mulheres, abaixo de 12 g/dL; em gestantes, abaixo de 11 g/dL.

Na maioria das vezes, a anemia é um sintoma ou consequência de outras enfermidades, do uso de certos medicamentos ou de carência nutricional. Existem vários tipos de anemia, e a deficiência de ferro é apenas uma delas — por isso é importante diagnosticá-la para o tratamento adequado.

Os primeiros sinais laboratoriais da deficiência de ferro são percebidos na coloração e no tamanho das hemácias. Elas se tornam "descoradas", ou hipocrômicas, pela menor presença de ferro e hemoglobina, o que se identifica no hemograma pela Hemoglobina Corpuscular Média (HCM), geralmente abaixo de 26 pg.

Outro exame importante é o Volume Corpuscular Médio (VCM), que indica o tamanho médio de cada hemácia. A referência na maioria dos laboratórios é de 80 a 100 fL; abaixo de 80 indica que a hemácia está pequena, o que se conhece como microcitose. Uma das causas da microcitose é a deficiência de ferro. Já a macrocitose, ou hemácias grandes, pode indicar deficiência de vitamina B12 e ácido fólico, necessitando avaliação.

Assim, a anemia por deficiência de ferro é uma anemia microcítica e hipocrômica, caracterizada pelo aparecimento de glóbulos vermelhos de tamanho anormalmente pequeno e com baixa capacidade de transportar oxigênio.

A clínica é soberana. Os sintomas do paciente devem ser valorizados, não apenas os números dos exames laboratoriais.

Nossa experiência na avaliação médica é que muitas vezes o paciente tem VCM limítrofe — o tamanho das hemácias próximo do limite inferior — e ferro sérico e vitaminas também normais, mas próximos do limite mínimo. Ainda assim, o paciente refere cansaço e outras queixas relacionadas à anemia. Nesses casos, na consulta, sugerimos uma única aplicação de vitaminas injetáveis e avaliamos a resposta terapêutica.

Outro exame que ajuda muito no entendimento da anemia e de sintomas relacionados — cansaço, indisposição, pele pálida, baixa libido — é a ferritina. A ferritina baixa acontece antes mesmo das alterações das hemácias, o que a torna um ótimo exame de triagem para avaliar o estoque de ferro: abaixo de 15 ng/mL em crianças e abaixo de 30 ng/mL em adultos já é sinal de deficiência.

Porém, ferritina alta não significa automaticamente que não há deficiência de ferro. Isso porque a ferritina também é uma proteína produzida no fígado em resposta a processos inflamatórios — e assim, nem sempre ferritina alta significa excesso de ferro.

Para diferenciar se a ferritina elevada é devida ao excesso de ferro ou a causa inflamatória, ainda precisamos de outro exame: o índice de saturação da transferrina. A transferrina corresponde a um grupo de proteínas que levam o ferro para a medula óssea, o baço, o fígado e outros órgãos importantes nesse metabolismo.

Uma saturação de transferrina abaixo de 20% sugere deficiência de ferro — inclusive quando a ferritina está normal ou alta. É esse cruzamento que revela a deficiência que a inflamação estava escondendo: a ferritina sobe porque o fígado responde ao processo inflamatório, mas o ferro que de fato chega aos tecidos continua insuficiente.

Por isso não interpreto ferritina isolada. Ferritina, saturação de transferrina e hemograma são lidos juntos, ao lado dos seus sintomas.

Quais doenças estão relacionadas à anemia e precisam de reposição de ferro?

A anemia ferropriva é provocada pela carência de ferro e acontece em diversas situações, que também precisam ser investigadas diante do diagnóstico:

Absorção de ferro prejudicada

Como após cirurgias bariátricas ou gastroplastias, em que o aparelho digestivo passa a absorver menos o mineral.

Perda de sangue

Mulheres com fluxo menstrual intenso, sangramentos por miomas uterinos, portadores de úlceras gástricas ou outras hemorragias do aparelho digestivo, traumatismos e acidentes.

Gestação

Nas gestantes há aumento da necessidade de ferro no organismo.

Doenças crônicas

Doenças autoimunes, doença inflamatória intestinal, doença renal, doença cardíaca e câncer.

Dieta insuficiente

Ingestão alimentar que não cobre a necessidade diária de ferro.

Intoxicação por chumbo e parasitoses

Exposição a metais pesados — ver a terapia de quelação de metais pesados — e parasitas ou vermes intestinais.

Noripurum endovenoso para aumentar a ferritina e melhorar a qualidade de vida

Até aqui este artigo tratou da reposição de ferro nas doenças clássicas, diagnosticadas pela medicina convencional. Contudo, nas fases iniciais da deficiência de ferro o paciente já se queixa de sintomas, mas as alterações laboratoriais não são suficientes para o diagnóstico de anemia pelo clínico geral ou especialista.

Na Clínica de Longevidade, o paciente vem buscando mais qualidade de vida, independente de um diagnóstico médico convencional — quer uma melhora de suas queixas de forma rápida e segura.

É comum o paciente escolher uma consulta de medicina integrativa quando a queixa é apenas fadiga, ou um pouco mais de cabelo caindo que o de costume. Não há anemia nos exames, mas os resultados já indicam tendência à deficiência de ferro: hemoglobina no limite inferior, VCM próximo de 80 fL e ferritina inferior a 60 ng/mL.

Nesses casos, na consulta médica, sugerimos o Noripurum® endovenoso como um teste terapêutico de resposta rápida. É comum o paciente observar melhora na disposição apenas com uma única sessão. Fortalecimento das unhas e dos cabelos também é percebido já no primeiro mês de tratamento com as terapias nutricionais injetáveis.

Onde isso se encaixa na árvore do Método Revitalize

Repor ferro é tratar o terreno biológico, não só corrigir um número. Por isso a pergunta que importa não é "qual medicamento", mas por que o estoque de ferro caiu — e o que mais caiu junto.

Conheça a árvore completa do Método Revitalize →

Quando indicar reposição de ferro injetável?

A reposição de ferro está indicada apenas nos casos em que há deficiência de ferro. O ferro por via oral tem menor custo e, a longo prazo, quando bem tolerado, também traz resultados.

Contudo, existem casos em que o paciente não tolera os efeitos adversos gastrointestinais da suplementação oral, já tem um aparelho gastrointestinal comprometido, ou simplesmente deseja melhora rápida da energia e disposição — e está disposto a pagar o custo da terapia endovenosa.

A reposição pela via endovenosa já se mostrou superior ao tratamento oral para doenças crônicas, ao proporcionar maior agilidade na correção dos níveis de hemoglobina e na reposição das reservas de ferro.

Nessa situação o Noripurum® é mais indicado, já que o Ferinject® contém uma dose muito alta de ferro, o que pode ser desnecessário e até prejudicial.

O que você pode fazer para prevenir a anemia

Durante a consulta de medicina integrativa, um dos aspectos mais importantes avaliados é a alimentação. A principal fonte de ferro vem dos alimentos, além de todos os outros componentes da dieta — minerais, vitaminas, micronutrientes e macronutrientes — fundamentais para um equilíbrio saudável do organismo.

Os hábitos urbanos de consumo e as práticas alimentares com excesso de produtos industrializados trazem inúmeros malefícios para a saúde física e mental. Não apenas a qualidade dos alimentos está ruim, mas há uma desconexão com o instinto natural do corpo sobre quais alimentos são fontes de nutrição e energia vital.

Falando especificamente do metabolismo do ferro, alguns alimentos são fontes do mineral: proteínas animais, folhas verdes escuras, leguminosas, nozes, sementes de abóbora e girassol, chocolate amargo.

A quantidade absorvida pelo organismo pode ser modificada pelos alimentos ingeridos na mesma refeição. Alguns componentes são estimuladores e aumentam a biodisponibilidade — por exemplo, o ácido ascórbico (vitamina C). Outros são inibidores e diminuem a absorção — por exemplo, o cálcio e substâncias como o ácido fítico, o ácido oxálico e a cafeína.

Por que o ferro é importante para a saúde?

O ferro é um mineral essencial para o bom funcionamento do organismo. O conhecimento sobre seu papel no transporte de oxigênio é muito difundido, mas o ferro também é fundamental para o funcionamento das células, para o metabolismo energético, para o crescimento saudável das crianças e o desenvolvimento intelectual, além de participar da resistência às infecções.

O ferro está presente na mioglobina dos músculos, auxiliando o metabolismo do oxigênio nas fibras musculares cardíacas e nos músculos esqueléticos, protegendo de lesões musculares em períodos de esforço anaeróbio.

Ele é fundamental na produção de colágeno e elastina — componentes que dão integridade ao tecido conjuntivo e auxiliam na manutenção da saúde da pele de forma estrutural e fisiológica.

Embora o termo anemia seja muito utilizado, não se trata de uma única condição orgânica, mas de várias alterações que comprometem a qualidade do sangue, reduzindo sua capacidade de fornecer oxigênio aos tecidos.

Sendo o sangue o principal agente de vitalidade, o teor sanguíneo influencia e é influenciado pelo ânimo da pessoa. É necessário tomar posse de si e reconhecer o próprio potencial — essa reformulação interna resulta em saúde no corpo e realização pessoal na vida.

Cansaço, queda de cabelo e unhas fracas com exames "normais"?

A deficiência de ferro dá sinais antes de virar anemia. O primeiro passo é entender o que está acontecendo no seu caso.

Fazer minha avaliação online gratuita

Referências

  1. Análise de custo-minimização da carboximaltose férrica (e.v.) em comparação com sacarato de ferro (e.v.) no tratamento da anemia ferropriva na perspectiva da saúde suplementar
  2. Tratamento da anemia ferropriva com ferro por via parenteral
  3. Instrumento para avaliar a combinação de alimentos para tornar o ferro mais biodisponível na dieta
  4. Bula do Noripurum — Anvisa
  5. Bula do Ferinject

A pergunta não é qual medicamento repõe ferro mais rápido. É por que o seu ferro acabou.

Fazer minha avaliação online gratuita