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3 riscos da mamografia de rastreamento para o câncer de mama

Quando se deve fazer a primeira mamografia? A mamografia deve ser feita anualmente ou a cada dois anos?  Devo fazer este exame para o resto da vida? Se a exposição de raio X é cancerígena, a mamografia não seria um risco? e se eu optar por não realizar a mamografia, quais são meus riscos?

As informações que você vai obter nesse artigo refletem a opinião da Clínica de Longevidade. Utilizei como referência as informações obtidas no curso que estou fazendo para a detecção precoce de câncer realizado pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Neste artigo você vai conhecer os 3 principais riscos da mamografia de rastreamento do câncer de mama além de obter informações que te auxiliam na decisão de fazer ou não a mamografia mesmo estando na faixa etaria a qual o exame está indicado.

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A mamografia é indicada para mulheres entre 50 e 69 anos. devendo ser realizada a cada 2 anos se você estiver de acordo com os riscos e benefícios de realizar o rastreamento.

O câncer de mama é segundo tipo que mais acomete brasileiras, representando em torno de 25% de todos os cânceres diagnosticados em mulheres. Para o Brasil, foram estimados 59.700 casos novos de câncer de mama em 2019, isto representa um risco estimado de 56 casos a cada 100 mil mulheres.   

Como o risco para o câncer de mama aumenta a partir dos 50 anos, o Ministério da Saúde recomenda que, além de estarem atentas ao próprio corpo, mulheres de 50 a 69 anos devem fazer mamografia de rastreamento a cada dois anos.

A mamografia de rastreamento é aquela realizada em mulheres que não possuem sintomas relacionados ao câncer de mama, sendo útil no diagnóstico precoce neste grupo de maior risco. 

A mamografia com periodicidade bienal, é a rotina adotada na maioria dos países que implantaram o rastreamento organizado do câncer de mama e baseia-se na evidência científica desta estratégia reduzir as chances de morte de mulheres diagnosticadas pela mamografia de rastreamento, desde que estejam dentro dessa faixa etária. 

Quais os riscos e benefícios da mamografia?

A mamografia de rotina ou rastreamento, aquela feita por uma mulher sem sintomas está indicada por ajudar a reduzir a mortalidade por câncer de mama, contudo, ela também expõe a mulher a alguns riscos.  

Estes são os benefícios da mamografia:

  • Encontrar um câncer no início e ter um tratamento menos agressivo
  • Menor chance de morrer de câncer de mama em função do tratamento precoce

Os 3 principais riscos relacionados à mamografia de rastreamento são os seguintes: 

  • Resultados incorretos: suspeita de câncer de mama que requer outros exames de mama sem que se confirme a doença; esse alarme falso (falso-positivo) gera ansiedade e estresse.   A mamografia também pode não detectar um câncer existente, gerando um resultado normal (falso-negativo). esse erro gera segurança na mulher.
  • Ser diagnosticada e tratada com cirurgia (retirada parcial ou total da mama), quimioterapia e radioterapia, de um câncer que não ameaçaria a vida. Isso pode acontecer em câncer de evolução lenta.  
  • Também se destaca um pequeno risco da exposição à radiação ionizante, pela realização da mamografia, especialmente se for realizada excessivamente ou sem controle de qualidade.

Estudos apontam que, com a periodicidade a cada dois anos, o benefício da mamografia é todo mantido, enquanto os danos são reduzidos pela metade, quando comparado com a periodicidade anual.

Por que não é recomendado que se faça mamografia antes dos 50 anos e após 70 anos?

A partir dos 70 anos, são maiores as chances do exame revelar um tipo de câncer de mama que não causaria danos a mulher. Ou seja, um câncer de crescimento lento.
Já antes dos 50 anos, as mamas são mais densas e com menos gordura,o que limita o exame e causa muitos resultados incorretos. 

Os resultados incorretos como falsos-positivos requerem novos exames de imagem, trazem mais ansiedade e estresse, podem levar mulheres a serem submetidas à biópsia e tratamentos desnecessários. 

Devemos estar conscientes de que realizar uma mamografia e ter um resultado incorreto pode também  mudar o curso da sua vida. Este risco também deve ser considerado. Por isso que o Ministério da Saúde, contra-indica a realização de mamografia em mulheres assintomáticas fora da faixa etária de 50 a 69 anos.  Não há evidências de redução da mortalidade e os riscos de resultados incorretos e tratamentos desnecessários são ainda maiores. 

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Até para essa faixa etária, seguindo a tendência mundial, o INCA recomenda que a decisão pela mamografia de rastreamento seja feita de forma compartilhada, após conhecimento dos potenciais riscos e benefícios do exame. 

O risco elevado representa apenas de a 5 a 10% dos casos de câncer e considera-se alto os fatores de risco de caráter genético ou hereditário. São eles:

  • História familiar de câncer de ovário
  • Casos de câncer de mama na família, principalmente antes dos 50 anos;
  • História familiar de câncer de mama em homens;
  • Alteração genética, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2

 A figura abaixo, informa os dados canadences e podem auxiliar na decisão de fazer ou não a mamografia para quem não está no grupo de risco elevado, ou seja, quem não tem história familiar ou alteração genética.  

Decisão compartilhada: Opinião de Clínica de Longevidade


O INCA oferecer informações para nos auxiliar na escolha mostra uma tendência de que nós, brasileiros, estamos evoluindo enquanto sociedade. Por isso,
estou muito feliz com informações que facilitam uma decisão compartilhada. Afinal, a autonomia é o primeiro pilar da Clínica de Longevidade

Quando leio que de 720 mulheres assintomática com BAIXO RISCO para câncer de mama que fazem mamografia, 4 delas podem ter suas mamas retiradas desnecessariamente e apenas 1 poderá ter a morte evitada, 

Os dados fornecidos têm por base a população canadense, que, obviamente possui diferenças quando comparadas à população brasileira.  Será que aqui no Brasil mais mulheres evitariam de morrer com o rastreamento de casos assintomáticos ou mais mulheres fariam tratamentos desnecessários? Não sei responder. 

Diante das incertezas e com as informações disponiveis, minha interpretação é que, para mulheres sem fatores de risco genético ou hereditário, realizar a mamografia tem um risco de levar a um tratamento desnecessário, como retirada da mama, quimioterapia e radioterapia é 4x maior do que o benefício ter a morte por um câncer de mama evitada.  Para mulheres de risco alto, ainda não temos as mesmas informações para auxiliar na tomada de decisão. 

Todavia, de uma coisa tenho certeza: discordo totalmente da Angelina Jolie por retirar as mamas apenas por possuir alterações genéticas.  

Atenção às alterações suspeitas de câncer de mama

Tome a decisão do rastreamento através da mamografia com seu médico e não se esqueça de manter constante atenção do seu corpo. É importante que você saiba observar suas mamas sempre que se sinta confortável. Pode ser no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano. Não é necessário uma técnica específica, apenas esteja atenta a pequenas alterações.

O câncer de mama pode ser percebido em fases iniciais, na maioria dos casos, por meio dos seguintes sinais e sintomas que também podem não ser câncer:

  • Nódulo (caroço), fixo e geralmente indolor: é a principal manifestação da doença, estando presente em cerca de 90% dos casos quando o câncer é percebido pela própria mulher
  • Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja
  • Alterações no bico do peito (mamilo)
  • Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço
  • Saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos

Em caso de permanecerem as alterações,  elas devem procurar logo os serviços de saúde para avaliação diagnóstica. 

Agora, por que você também não dedica sua atenção em evoluir seu estilo de vida como prevenção de qualquer doença, inclusive o câncer de mama.  Leia o próximo post, onde eu explico sobre os hábitos que você deve adquirir.

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Leitura complementar

  • Cartilha formulada pelo INCA, que serviu de referência para esse artigo. >> Leia mais
  • Na Diretriz brasileira para a detecção precoce do câncer de mama é você encontra informações que não coloquei nesse artigo, como orientações para o acompanhamento de nódulos suspeitos. Converse e compartilhe essa informação com seu médico, para que você exerça sua autonomia com mais segurança; >> Leia mais
  • A situação do câncer de mama no brasil tem muitos dados epidemiológicos. É interessante a leitura. >> Leia mais

 

[Quiz] Como está sua qualidade de vida?

Este questionário foi desenvolvido pela Organização Mundial de Saúde para medir sua percepção de qualidade de vida.

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Escrito pela Dra. Suellen Vieira Araujo

Confio na capacidade inata do corpo humano de curar-se. Este maravilhoso corpo humano, com uma mente inteligente e disciplinada, munida de conhecimento, será capaz de se manter saudável e equilibrado, sozinho, com autonomia e sustentabilidade.

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