A vitamina D, que na verdade é um hormônio, tem múltiplas funções no corpo: tem ação anti-inflamatória e imunomoduladora e, justamente por atuar no sistema imune, ficou ainda mais conhecida durante a pandemia do coronavírus.
Ela é importante para o metabolismo ósseo e também atua nos sistemas cardiovascular, renal, digestivo, nervoso, endócrino e reprodutor.
Para a nossa longevidade, em pessoas saudáveis, sabemos que precisamos garantir nossa reserva de vitamina D, de preferência por métodos naturais, a partir da energia do sol e dos alimentos, preferencialmente entre 40 e 50 ng/mL. Contudo, a vitamina D prescrita em altas doses também exerce um efeito terapêutico nas pessoas que já estão doentes — e são crescentes os estudos que mostram que doses fisiológicas e até megadoses agem positivamente no tratamento de diversas doenças.
Por isso é importante realizar o monitoramento de biomarcadores relacionados à toxicidade e ao metabolismo da vitamina D.
Quem tem maior risco de deficiência de vitamina D?
Quem tem maior risco de estar carente de vitamina D são as pessoas que se enquadram nas situações abaixo:
- Pessoas que têm diminuição da conversão de vitamina D na pele, seja pela exposição solar reduzida ou pelo uso de filtro solar.
- Quem tem diminuição da biodisponibilidade da vitamina D, como nas doenças que interferem na absorção intestinal (doenças inflamatórias intestinais) ou na obesidade, em que a vitamina D fica armazenada na gordura.
- Gestantes e, principalmente, mulheres que estão amamentando, pois a demanda de vitamina D está alta devido à produção do leite.
- Pessoas que tomam medicamentos que interferem no metabolismo da vitamina D, como antiepilépticos, antirretrovirais e glicocorticoides.
- Portadores de doenças como tuberculose e sarcoidose, doença hepática e renal grave.
Estudos indicam que a deficiência de vitamina D está relacionada com câncer, doença cardiovascular, diabetes, obesidade, esclerose múltipla, distúrbios psiquiátricos e doenças neuromusculares.
No meu consultório tenho disponível para o paciente o teste rápido para deficiência de vitamina D. Esse teste é capaz de detectar valores sanguíneos inferiores a 30 ng/mL, e assim a terapia de reposição pode ser imediatamente prescrita.
No consultório, eu utilizo a suplementação de vitamina D por via oral ou intramuscular. A terapia injetável intramuscular garante uma maior biodisponibilidade do nutriente, sendo mais eficiente para acelerar a reposição em casos de deficiência.
Quais alimentos são fonte de vitamina D?
Apenas 20% da vitamina D vem da alimentação; o restante é gerado pela conversão de um derivado do colesterol em vitamina D, na pele. Isso a torna diferente das outras vitaminas lipossolúveis (A, E e K), cuja principal fonte é a alimentação. No entanto, em caso de deficiência, é importante considerar os riscos e benefícios de obter a vitamina D de origem animal. Exemplos de alimentos fonte: óleo de fígado de bacalhau, salmão, sardinha e cogumelo shiitake.
Quais são os riscos e efeitos colaterais da suplementação
A suplementação de altas doses de vitamina D pode prejudicar, por exemplo, a função renal. Um estudo relata o caso de um homem que teve piora da função renal após suplementar de 8 a 12 mil unidades por dia durante mais de 2 anos.
A hipervitaminose D também aumenta o cálcio no sangue, o que eleva a chance de cálculos renais e arritmias.
Isso é um alerta para que quem esteja usando vitamina D informe ao seu médico, de modo que ele possa identificar potenciais danos à saúde relacionados à suplementação a longo prazo.
Onde isso se encaixa na árvore do Método Revitalize
Repor vitamina D é cuidar de uma raiz — mas só faz sentido depois de entender por que a reserva caiu, e com monitoramento que impeça a reposição de virar um novo problema.
Conheça a árvore completa do Método Revitalize →Como é o tratamento da deficiência de vitamina D?
A dose prescrita depende do risco de deficiência, da idade do paciente e da doença diagnosticada. A dose inicial de vitamina D oral varia de 1.000 a 10.000 UI, idealmente em associação com outras vitaminas lipossolúveis, pois há efeito sinérgico. Por via intramuscular, a dose varia de 100.000 a 600.000 UI.
Como a vitamina D tem benefício na doença cardiovascular, na osteoporose, na obesidade e em doenças autoimunes, entre outras, o paciente com valores normais, mas no limite inferior da referência, ainda pode se beneficiar do tratamento complementar.
Na Clínica de Longevidade, a consulta de nutrologia é o serviço indicado para quem deseja tratar a deficiência de vitamina D, ou para quem já tem uma doença associada à deficiência do nutriente e deseja descobrir se há benefício no tratamento complementar.
A consulta de nutrologia pode ser feita presencialmente ou por telemedicina e contempla dois profissionais: uma consulta médica integrativa e uma consulta com nossa nutricionista. Na consulta médica, são solicitados exames de sangue, é feita a avaliação de fatores de risco para deficiência e, havendo sintomas compatíveis, já se inicia a prescrição de suplementação oral de vitamina D3.
A prescrição oral é mais eficiente quando manipulada em veículo oleoso, como azeite de oliva ou óleo de girassol, em gotas. Também é feita em associação com micronutrientes importantes para o metabolismo da vitamina D, como as vitaminas do complexo B e o magnésio.
Adicionalmente, como atitude sustentável, informamos métodos naturais de adquirir vitamina D a partir da exposição solar saudável e segura. Na avaliação nutricional, nossa nutricionista avalia a ingestão alimentar e auxilia o paciente a complementar a reposição a partir de uma dieta balanceada.
De acordo com a doença e a dosagem prescrita, o acompanhamento clínico e laboratorial deve ser realizado com intervalos entre 2 e 6 meses, enquanto for necessária a suplementação.
Quais biomarcadores monitorar durante a suplementação?
Além de manter os níveis de vitamina D abaixo de 100 ng/mL, é importante avaliar a função do rim — incluindo a microalbuminúria em amostra isolada —, a função do fígado, e dosar o paratormônio, o cálcio ionizado e, principalmente em casos com história de cálculo renal, o cálcio urinário.
O monitoramento de biomarcadores como esses é um dos pilares da Clínica de Longevidade. É isso que minimiza os riscos e potencializa os benefícios de um tratamento com altas doses de vitamina D.
Está suplementando vitamina D por conta própria?
Vale entender se a dose faz sentido para o seu caso e o que precisa ser monitorado. O primeiro passo é gratuito.
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