O que é e para que serve NADH?
Você já ouviu falar em NADH (nicotinamida adenina dinucleotídeo)? Essa substância pode ser essencial para a sua saúde e longevidade.
O NAD é uma molécula presente em nossas células responsável por diversas funções, incluindo a reparação do DNA e o metabolismo energético. Ao longo do tempo, os níveis de NADH podem diminuir devido a fatores como envelhecimento, estresse, má alimentação, sedentarismo e exposição a radicais livres.
A substância atua no processo de respiração celular, que é responsável pela transformação dos nutrientes em energia que o nosso corpo utiliza para realizar as atividades diárias.
Mas não é apenas isso. As propriedades antioxidantes do NAD+ são poderosas, sendo capazes de neutralizar radicais livres e ajudar a prevenir danos ao DNA celular.
Por conta disso, o NAD tem sido utilizado em terapias injetáveis, como a soroterapia, para ajudar no combate a processos inflamatórios, doenças autoimunes, depressão e demências.
A administração de NAD+ por via intravenosa também tem sido utilizada em pessoas com deficiências vitamínicas, uma vez que a substância auxilia na absorção de nutrientes e vitaminas importantes para o nosso organismo. Com isso, as vitaminas injetáveis podem ser potencializadas pela presença do NAD, auxiliando em tratamentos para anemia, fadiga crônica, imunodeficiências, entre outros problemas.
Porém, é importante ressaltar que a administração de NADH e outras terapias injetáveis só devem ser realizadas com acompanhamento médico, uma vez que existem possíveis efeitos colaterais e contraindicações, além do seu uso indiscriminado trazer riscos à saúde e agravar problemas já existentes.
Como médica integrativa, eu tive a oportunidade de experimentar pessoalmente o NAD+ e os resultados foram muito bons. Desde então, tenho visto muitos de meus pacientes obterem resultados semelhantes.
Principais benefícios do NADH
Um dos efeitos mais estudados do NAD+ é retardar o processo de envelhecimento e os seus consequentes efeitos na saúde e na qualidade de vida. Os pesquisadores ainda buscam entender por quais mecanismos o NAD consegue preservar o código de DNA localizado na extremidade dos cromossomos, além de aumentar a atividade das sirtuínas, proteínas que regulam o ritmo em que envelhecemos — por isso chamadas de "genes da longevidade".
À medida que envelhecemos, o cérebro perde a acuidade mental que teve durante a juventude, com prejuízos para a memória e a velocidade de raciocínio. Diversos ensaios clínicos sugerem que o NAD+ pode melhorar a curva de aprendizagem e a consolidação da memória, além de reparar o DNA danificado do cérebro e de outras células nervosas, ativando proteínas específicas que protegem o cérebro contra danos oxidativos.
A resistência à insulina e o pré-diabetes são sintomas comuns do envelhecimento do organismo. Alimentação saudável e prática regular de atividade física são fundamentais, mas algumas pesquisas reforçam os efeitos benéficos do NAD na regulação da sensibilidade à insulina. Um estudo publicado em 2021 analisou os benefícios de 250 mg de suplementos de NAD durante dez dias em mulheres na pós-menopausa, todas com sobrepeso e pré-diabetes: as participantes que tomaram o suplemento apresentaram melhora notável na sensibilidade à insulina, o que não foi observado no grupo controle.
Determinados medicamentos, além do processo natural de envelhecimento, costumam afetar os rins, levando a uma má filtração e, muitas vezes, à necessidade de hemodiálise. Pesquisadores acreditam que o NAD+ protege a função renal, impedindo que os rins sofram danos oxidativos.
As doenças cardíacas estão entre as principais causas de morte em todo o mundo, e esse risco aumenta com a idade. Estudos apontam que a suplementação de NAD+ pode influenciar processos celulares com efeitos potencialmente benéficos para o coração. Além disso, o NADH melhora o fluxo sanguíneo e parece desempenhar um papel no tratamento da insuficiência cardíaca congestiva.
Acredita-se que essa condição ocorra devido à produção reduzida de ATP, fazendo com que as pessoas permaneçam cronicamente exaustas por mais que descansem. Em um estudo de 2015, 73 mulheres com síndrome da fadiga crônica foram recrutadas; parte recebeu suplementação de NADH com coenzima Q10 e as demais, placebo. Foram observadas melhorias significativas nas funções física e cognitiva, e em nível molecular a combinação aumentou os níveis de ATP.
Onde podemos encontrar o NAD?
O único elemento que o corpo precisa para produzir NAD é a niacina, uma vitamina encontrada em abundância em carnes, aves, peixes oleosos, amendoim, abacate, aspargo, brócolis, batata e fígado.
No entanto, ainda não se sabe como o corpo acessa eficientemente o NAD dos alimentos que comemos, uma vez que, ao contrário dos nutrientes essenciais encontrados em alimentos saudáveis, o NADH é produzido a partir de aminoácidos que circulam livremente no organismo.
Outro motivo é que o NAD dos alimentos também não é redistribuído igualmente pelo organismo, com a maior parte sendo decomposta em aminoácidos que o corpo usa para diversas finalidades.
Sendo assim, uma maneira segura de aumentar os níveis de NAD+ nas células é seguir uma dieta rica em frutas e verduras, praticar exercícios físicos regularmente e suplementar precursores de NAD.
Onde isso se encaixa na árvore do Método Revitalize
O NADH é um recurso terapêutico, não um ponto de partida: ele entra quando a avaliação mostra que a produção de energia celular está comprometida — depois de investigar o terreno biológico, nunca antes.
Conheça a árvore completa do Método Revitalize →Como fazer a suplementação de NAD+?
Os resultados do exame clínico e laboratorial, com a análise dos sintomas, fazem parte do protocolo que vai definir se a pessoa está ou não com deficiência de NAD no organismo.
Solicitamos que o paciente faça um exame de sangue para avaliar deficiências nutricionais que também possam estar relacionadas à falta de energia, como anemia, hipotireoidismo ou o uso de medicamentos. Contudo, independente da causa, o tratamento com NADH poderá auxiliar na melhora da qualidade de vida.
Seguimos o protocolo de três sessões com aplicações intramusculares de NADH, uma por semana, no mínimo, para avaliar a melhora ou não dos sintomas de fadiga crônica e da falta de energia.
Efeitos colaterais do NADH são raros, especialmente em doses baixas. Doses mais altas estão associadas a náuseas, cãibras nas pernas, aumento de hematomas e rubor — condição caracterizada pela sensação de calor acompanhada de vermelhidão no rosto, pescoço e tórax —, além de hiperestimulação, insônia e ansiedade.
Energy Boost
O Energy Boost é a terapia injetável personalizada de nutrientes que serve para impulsionar suas mitocôndrias, as estruturas responsáveis pela produção de energia nas células.
Assim, se você está frequentemente cansado ou quer melhorar seu desempenho no esporte, essa terapia nutricional injetável pode ajudar.
Após uma consulta médica, você saberá quais nutrientes são mais indicados para você, como PQQ, NADH, D-Ribose, L-Carnitina e ácido alfa-lipóico.
Cansaço que não passa pode ter explicação na sua produção de energia celular
O primeiro passo é entender o que está acontecendo no seu terreno biológico — e se a suplementação faz sentido para o seu caso.
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